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RESPOSTAS SOBRE A CHUPETA.
Tenho me deparado com muitos pais que tem dificuldades de lidar com a
educação dos filhos. Não conseguem estabelecer certos limites e se vêem
em situações públicas embaraçosas. Entre as queixas campeãs destes pais
estão: dificuldade em fazer a criança dormir sozinha no seu próprio
quarto e a retirada das chupetas e mamadeiras do dia a dia dos pequenos.
Sobre esta segunda queixa o caderno Equilíbrio do jornal Folha
de São Paulo publicou 10 respostas de três especialistas sobre as
chupetas:
1) EM QUE
OCASIÕES PODE SER USADA?
No dia a
dia, para acalmar em situações de dor e para induzir o sono de bebês
mais agitados. É recomendada também para bebês que nascem com o hábito
de sugar o dedo ou que o adquirem nas primeiras semanas, porque ajuda a
remover esse costume, mais nocivo. Nas crianças nascidas antes da 32ª
semana de gestação, pode ser indicada para auxiliar no aprendizado da
sucção.
2) QUANDO
COMEÇAR A OFERECER?
Entre 15
dias e um mês de vida, quando a amamentação já estiver bem estabelecida.
Antes disso, pode confundir o bebê e prejudicar o aleitamento, pois a
sucção no seio é diferente daquela feita na chupeta. Deve-se oferecer na
hora de dormir ou em crises de cólica, por curtos períodos.
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3) E
SE BEBÊ NÃO PEGA OU COSPE EM SEGUIDA?
Os
pais não devem insistir nem forçar, a não ser em uma situação: para
substituir a sucção do dedo. Se o bebê cuspir a chupeta ao pegar no
sono, não se deve colocar de novo na boca, pois o propósito é
somente induzir esse estado.
4)
CAUSA ALGUM DANO?
O uso
contínuo provoca abaixamento da língua, deglutição atípica,
alteração nas bases ósseas dentárias e da boca, além de favorecer a
respiração bucal e promover alterações na fala. |
5)
PREJUDICA A AMAMENTAÇÃO?
Se a
chupeta for oferecida nos primeiros dias de vida, quando o bebê ainda
está aprendendo a mamar, sim. Isso porque a musculatura usada e os
movimentos exigidos não se reproduzem na hora da mamada. Além disso, a
chupeta toca em uma área do céu da boca muito próxima à arcada dentária,
o que pode causar ânsia de vômito quando a criança mama no seio.
6) QUAL O
MELHOR TIPO DE BICO?
É
importante usar o tamanho adequado para cada fase do bebê. Quanto ao
formato, o ortodôntico é o mais indicado. Embora não seja livre de danos
-estudos sugerem que atrapalha mais a postura lingual-, interfere de
modo menos relevante na oclusão dos dentes do que o bico comum. A
vantagem do ortodôntico é que ele reproduz melhor o ponto de toque do
seio materno no céu da boca da criança. Já o bico em formato de bolinha
é totalmente contraindicado.
7) O
PRENDEDOR PODE SER USADO?
Não. O
principal argumento contra o acessório é que a chupeta não deve estar
disponível o tempo todo, ao alcance da criança, porque isso estimula seu
uso. Mas há outros problemas: o prendedor de metal pode ferir o bebê,
enquanto o de pano acumula sujeira com facilidade.
8) COMO
HIGIENIZAR?
Lave
somente com água e sabão. Não é indicado ferver porque prejudica a
vedação, facilitando a proliferação de fungos.
9) QUANDO
ELIMINAR O HÁBITO?
Até os
dois anos de idade, problemas como a mordida aberta ainda podem ser
revertidos, mas o ideal é tirar a chupeta o quanto antes, de preferência
quando ela completar o primeiro ano de vida.
10) COMO
TIRAR SEM TRAUMAS?
É importante os pais estarem seguros da decisão, pois a criança percebe
quando a mãe está vacilante ou há discordância entre o casal. Primeiro,
deve-se limitar os horários e eliminar o hábito durante o dia. Depois,
deve-se preparar a criança para a separação definitiva, determinando um
prazo para a retirada do bico. Uma boa estratégia é entregar a chupeta a
um personagem, como o coelho da Páscoa ou o Papai Noel, em troca de um
brinquedinho mais adequado à faixa etária da criança - a ser entregue
quatro ou cinco dias depois. Outro argumento que pode funcionar é o
estético: elas já entendem que dentes tortos não são bonitos. Quando o
uso é restrito e os pais estão convictos, a retirada costuma ser fácil.
Augusto Amato Neto
Psicólogo (CRP
06/80945) Esportivo da AEM e mestrando em psicologia experimental pela
USP.
E-mail:
augustoamato@hotmail.com
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