VIVENDO MAIS E ENVELHECENDO MELHOR
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Existem muitas provas de que é possível envelhecer melhor, ou seja,
encarar as alterações biológicas ocorridas com o passar dos anos sem
que elas levem necessariamente a um comprometimento funcional. E não
é preciso ir muito longe. A turma da manhã da hidroginástica da AEM,
por exemplo, mostra disposição com a freqüência alta nas aulas das
7:30 mesmo durante o inverno.
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A expectativa de vida dos brasileiros que era de 66,6 anos em 1990,
passou para 72,5 anos em 2007 e deve atingir 80 anos em 2040, de
acordo com o IBGE. No Brasil, já são mais de 18 milhões de pessoas
com mais de 60 anos: um idoso para cada dez brasileiros. E esse
número está crescendo, juntamente com o crescimento da importância
de um interesse dos profissionais de diferentes áreas sobre as
necessidades específicas dessas pessoas. |
Nessa idade, há diminuição de neurotransmissores ligados aos aspectos
afetivos, à atenção e à memória. Mortes próximas, aposentadorias e
doenças crônicas também podem ter um efeito prejudicial. Somados, esses
fatores caracterizam fatores de risco para depressão. Entretanto, caso
isso ocorra, existe tratamento!
A alimentação é muito importante para garantir as mudanças do
metabolismo. O ideal é uma rotina que inclua exercícios, mesmo que
iniciar uma atividade física dê trabalho, exija disciplina e exames
médicos. Os benefícios obtidos são muito maiores do que os do
sedentarismo, principalmente naqueles indivíduos com diabetes,
hipertensão, entre outros.
Embora a aposentadoria seja o sonho de muita gente, os idosos devem
cuidar para que a mudança da rotina não acabe gerando mudanças na saúde
física e psicológica. Toda pessoa, para se manter saudável, precisa
produzir: se engajar em algo que tenha como conseqüência o sentimento de
que consegue atingir metas e realizar as coisas. Um cotidiano vazio pode
ser entediante!
Fique atento - MUDANÇAS COMO ESSAS NÃO SÃO NATURAIS:
Alterações significativas no sono
Isolamento social
Mudanças acentuadas no apetite ou no peso
Falta de motivação para se cuidar (ir ao cabeleireiro, trocar de roupa,
etc.)
Quedas constantes (podem indicar falta de atenção)
Se isso acontece com você, procure ajuda!
Para quem convive com uma pessoa com mais que 60 anos, lembre-se: O
APOIO É BEM VINDO, MAS ELES NÃO QUEREM, NEM PRECISAM SER
SUPERPROTEGIDOS!
Dica de site:
www.portalterceiraidade.com.br (desenvolvido pela ONG Cidadão Brasil
em parceria com a Prefeitura de São Paulo, aborda temas diversos.)
Augusto Amato Neto
Psicólogo (CRP
06/80945) Esportivo da AEM e mestrando em psicologia experimental pela
USP.
E-mail:
augustoamato@hotmail.com
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